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14 de Dezembro de 2018

Anvisa aprova regras para registro de remédio à base de maconha

Agência Brasil
Publicado por Agência Brasil
há 2 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu hoje (22) os derivados da Cannabis sativa, a maconha, na lista de substâncias psicotrópicas, vendidas no Brasil com receita do tipo A, específica para entorpecentes. A norma permite que empresas registrem no país produtos com canabidiol e tetrahidrocannabinol como princípio ativo, passo necessário para venda de remédios.

A medida faz parte da atualização da Portaria nº 344/98, que também estabelece que laboratórios registrem os derivados em concentração de, no máximo, 30 mg de tetrahidrocannabinol (THC) por mililitro e 30 mg de canabidiol por mililitro. Os produtos que tiverem concentração maior do que a estabelecida continuam proibidos no país.

Segundo nota da agência reguladora, a medida foi motivada pela fase final do processo de registro do medicamento Mevatyl®. O produto que, em alguns países da Europa, tem o nome comercial de Sativex, pode vir a ser o primeiro obtido da Canabis sativa registrado no país. O medicamento será indicado para o tratamento de sintomas de pacientes adultos com esclerose múltipla.

Edição: Fábio Massalli

13 Comentários

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Muito boa a iniciativa da dona ANVISA para auxiliar as pessoas vítimas dessa doença terrível chamada esclerose múltipla. Será que se administrássemos a mesma dosagem da tal maconha na PÍLULA DO CÃNCER (leia-se FOSFOETANOLAMINA0, a dona ANVISA liberaria a mesma para tentar salvar também as vítimas do câncer??? Será que não tem nada de escuso nesse meio??? Das duas uma: Grande interesse em facilitar a distribuição da maconha num país já contaminado por participações de entidades facilitadoras do tráfego de drogas e a grande interferência do monopólio da indústrias farmacêuticas em contrariar a liberação da FOSFO. Afinal, eles deixarão de faturar na venda de grande quantidade de seções de quimioterapia, aliado ao pagamento elevado das diárias nas seções de UTI. continuar lendo

Renato, para se enquadrar na fase final de registro, com certeza a empresa fabricante do medicamento Mevatyl apresentou os ensaios normatizados exigidos como pesquisa clínica comprovando sua eficácia proposta. Na fosfoetanolamina, o grande mistério continua com esta lacuna. continuar lendo

Pelo que eu sei, a fosfoetanolamina ainda não possui evidencias fáticas e empíricas de sua eficácia contra o câncer, não tendo sido realizado testes suficientes em animais e muito menos em seres humanos. Por outro lado, a maconha já se tem estudos há centenas de anos, sendo que seu uso é milenar. Outra coisa equivocada é que não vão facilitar a distribuição de maconha. Se eles quisessem fazer isso, regulariam o cultivo caseiro para fazer remédio, o que financeiramente é um tiro no pé. Por isso o enaltecimento das moléculas da maconha e a demonização da erva. continuar lendo

Donato Talassi Jr e Persefone Dreamer meus respeitos sinceros. Para nós que defendemos arduamente a liberação da FOSFOETANOLAMINA, fica muito difícil discutir o assunto no contexto de vocês. Não sei se vocês chegaram a assistir as diversas audiências na TV SENADO, com depoimentos de pessoas em fase terminal e os vários argumentos de melhoras significativas em todos os casos. Haviam pessoas acamadas, sofrendo dores intensas copiosamente e após a administração da FOSFO, foram melhorando gradativamente, passando a caminharem com utilização de muletas e logo em seguida jogando as muletas de lado, continuando o uso até a melhora final da doença. Essas pessoas relatadas como "curadas", depuseram pessoalmente e tenho a certeza, que devido aos comoventes depoimentos, refletem a expressão da verdade.
Talvez, um dos piores males da atualidade seja o maldito câncer, em suas várias nuances. Talvez ainda, devido ao enorme sofrimento dessas pessoas, vamos considerar, na pior da hipóteses, que as mesmas utilizaram o chamado placebo. Talvez ainda mais, devido ao desespero de ser a única saída para essas pessoas viverem, fizeram um esforço físico e mental terrível para que houvesse a melhora e, graças a Deus conseguiram a vitória, comprovadamente através de exames e laudos médicos.
Desculpem-me senhores, mas a única motivação que vejo para que o governo, através da dona ANVISA não libere a FOSFOETANOLAMINA, seja o corporativismo junto ao cartel dos laboratórios que lucram com a desgraça das pessoas, com elevados custos nos leitos de UTI e seções de quimioterapia e radioterapia, com efeitos colaterais desastrosos e quando se consegue a cura. Não sou cientista e tampouco médico, apenas um SER HUMANINHO que se preocupa com as injustiças cometidas pelos poderosos em detrimento de quem pede uma chance pra viver. continuar lendo

Essas pessoas não podem esperar o MIMIMI burocrático. Pelo menos apelo para que seja feita uma tentativa para que essas pessoas morram com dignidade, utilizando a FOSFOETANOLAMINA. Qual o risco que elas correm em utilizar o produto. Elevo os protestos da mais alta estima, agradecimento, consideração e respeito para com o Dr. Gilberto que descobriu a fórmula da droga. Não tenho a certeza absoluta, mas pelo que me consta, ele foi preso, pasmem, foi preso acusado de charlatanismo. Aonde está o respeito dos poderosos para com a ciência em defesa da sociedade? Aonde está o bom senso em considerar a luta pela vida de pessoas na beira da morte? continuar lendo

Sr. Renato Cunha, sei que faz algum tempo, mas é que o sistema do Jus não sinaliza respostas aos que respondem. Eu respeito seus propósitos humanistas indignados com a situação da fosfo, mas não se trata de contextos, mas sim do conhecimento de regras deliberativas aplicadas a todos os medicamentos registrados nesse país, regras inclusive de cunho padronizado a nível internacional pela OMS. Com a fosfo não poderia ser diferente justamente pela questão da responsabilidade e segurança aplicada pelos profissionais da área da saúde no quesito de ser colocado no mercado um medicamento que transmita segurança e eficácia ao paciente usuário. As exigencias clínicas não são mimimi burocrático, são ensaios necessários para comprovação das atividades propostas pelo prpduto em questão, fato constante em todos os pleitos deliberativos acerca de medicamentos inovadores. Qual será o problema sobre sua polêmica não apresentação ? Grande mistério. É impossível acelerar um processo que sequer foi protocolado devido ausência dos ensaios clínicos exigidos. Entre no site da Anvisa e digite fosfoetanolamina no link de busca p/ obter esclarecimentos da área isentos de teoria da conspiração ou de qqer outro cunho político. continuar lendo

Estranho. Porquê não aceleram a fosfoetalomina?

Talvez por a maconha não interfira nos grandes conglomerados laboratoriais. continuar lendo

Pq n funciona olha q simples continuar lendo

Impossível acelerar um processo que sequer foi protocolado devido ausência dos ensaios clínicos exigidos. Entre no site da Anvisa e digite fosfoetanolamina no link de busca p/ obter esclarecimentos isentos de teoria da conspiração. continuar lendo

Viva a carnabis. continuar lendo

Há muito, em nome da AMAVI estamos tentando "legalizar" a importação de THC para os pacientes com epilepsia de difícil controle - estamos torcendo que além da EM esses pacientes sejam tb contemplados. Conheço as mães do THC e conheço também a luta dessas mães para que seus filhos tenham um pouco de qualidade de vida. Me assusta as pessoas que desconhecem a importância desse tratamento (prescrito por médicos neurologistas) e saem com a terrível frase "estão fazendo apologia ao uso da maconha". Uma coisa é o uso recreativo, outro é o medicamentoso. Quantos e quantos medicamentos usamos em nosso diaadia que são da "coca"...será que também é apologia? Vai os "do contra" ter em sua família alguém que precise de algo desse tipo - vai sim dar o medicamento. Sugiro aos "do contra" que saiam de sua zona de conforto e pense no próximo.
PARABÉNS À ANVISA pela iniciativa. Quem precisa do medicamento AGRADECE. continuar lendo

Mesmo recreativamente, maconha é mais segura do que álcool e tabaco. Asim, ambos os usos, medicinal e recreativo, deveriam ser regulamentados. Vale ressaltar que THC e CBD agem como uma balança, ou seja, um diminui os efeitos colaterais do outro. Por isso o uso da planta in natura é mais eficiente do que o medicamento produzido em laboratórios. O ideal, então, seria regulamentar o cultivo caseiro, só que isso interfere no bolso de muitos poderosos ($$$). continuar lendo