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24 de Agosto de 2019

Venda de lâmpadas incandescentes está proibida no país a partir de hoje

Agência Brasil
Publicado por Agência Brasil
há 3 anos

A partir de hoje (30), está proibida a venda de lâmpadas incandescentes no Brasil. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) começa a fiscalizar amanhã (1º), por meio dos institutos de Pesos e Medidas (Ipem) estaduais, estabelecimentos comerciais que ainda tenham à disposição lâmpadas incandescentes com potência de 41watts (W) até 60 W. Quem não atender à legislação poderá ser multado entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão.

A restrição foi estabelecida pela Portaria Interministerial 1.007/2010, com o objetivo de minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica. Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75% em comparação a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. Se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%.

A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W. Este ano, começou a ser proibida também a produção e importação de lâmpadas incandescentes de 25 W a 40 W, cuja fiscalização ocorrerá em 2017.

Fiscalização

Segundo o responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro, engenheiro Marcos Borges, a fiscalização tem caráter educativo, porque os comerciantes foram orientados sobre a proibição desde o ano passado. “Por isso, entendemos que o impacto não é brusco para os comerciantes, porque eles já vêm sendo instruídos nesse sentido desde a assinatura da portaria, em 2010.”

Borges informou que, desde o apagão de 2001, o Inmetro desenvolve um programa de educação do consumidor brasileiro, no qual mostra que as lâmpadas incandescentes duram menos e consomem muito mais energia do que, por exemplo, a lâmpada fluorescente compacta. “Ficou claro para o consumidor que a lâmpada fluorescente compacta era muito mais econômica que a incandescente.”

Economia

Ele citou, como exemplo, o caso de uma casa com dois quartos que usaria em todos os cômodos lâmpadas incandescentes de 60 W. “Elas gerariam valor em um mês de R$ 20 a R$ 25 para iluminar a casa. Ao trocar por uma lâmpada equivalente fluorescente compacta, essa conta cairia para R$ 4 ou R$ 5 em apenas um mês. O consumidor entendeu isso e, ao longo do tempo, já vai deixando de usar esse material.”

Números do Inmetro mostram que, em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados pelas incandescentes. Agora, somente 30% das residências usam esse tipo de lâmpada, que não podem mais ser comercializadas no Brasil, seguindo recomendação da Agência Internacional de Energia (AIE).

Edição: Talita Cavalcante

2 Comentários

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Não adianta trocar as lâmpadas se o governo acaba com qualquer economia que a gente tenta fazer em casa com preços absurdos de serviços. Desde 2010, troquei todas as lâmpadas incandescentes da minha casa por compactas e minha conta de luz subiu de pouco mais de 100,00 para quase 300,00, sem mudança de hábito. Essa questão da lampada e interessante, ela dura oito vezes mais, e tal. Mas custa mais de oito vezes mais que uma incandescente! Lampadas de led custam mais de 20,00, quase 30,00 e para família que mal conseguem se alimentar esse tipo de coisa faz muita diferença. Então simplesmente proibir a venda das incandescentes e oferecer como opção algo que pesa no orçamento das famílias, é meio complicado. Essa historia de ecologicamente correto e sustentável é muito bonito para quem não tem problemas mais urgentes para se preocupar, como por exemplo, como trocar uma lampada de 1,00 por uma de 15,00. Fico imaginando porque não existe um programa nacional, talvez patrocinado apenas pelas empresas de energia, para o fornecimento subsidiado ou financiado de aquecedores solares de água para o chuveiro. Penso que o impacto seria ate maior que o das lampadas. Mas há alguns meses atras vi uma reportagem de uma cidade no interior de São Paulo que não lembro qual era com uma situação surreal: apos o risco de seca total, a população foi chamada a economizar água e o fizeram de forma exemplar. Resultado? O departamento de água do município estava prestes a aumentar muito a conta da água porque a população estava consumindo pouco e não estava gerando renda o suficiente para eles.. Eu não acreditei naquilo, mas entendi que essa historia de economizar é só pra inglês ver. Tem sempre alguém querendo usar uma desculpa para se dar bem e sabe-se la se essa questão das lâmpadas não é bem assim. Se quisessem economizar energia mesmo, tinha muito jeito de fazer isso, principalmente se fosse para pagar menos. Quem não ia querer? continuar lendo

Concordo. Aqui no Brasil, temos o péssimo hábito de (só) vermos as coisas acontecerem provavelmente porque outros estão tirando proveito econômico com isso. Lembra da mudança do padrão de tomadas? continuar lendo